|
Notícias
03/04/2025Pernambuco recebe R$ 340 milhões em investimentos por meio do Prodepe e ProindO Governo de Pernambuco anunciou, nesta quarta-feira (2), a chegada de R$ 340 milhões em novos investimentos por meio dos programas de incentivos fiscais Prodepe (Programa de Desenvolvimento de Pernambuco) e Proind (Programa de Estímulo à Indústria).
A medida beneficiará 59 empreendimentos que devem ampliar ou implantar operações no Estado, gerando 871 empregos.
O anúncio foi feito durante a 130ª reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic), realizada na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).
A maioria dos investimentos será direcionada ao interior, com a criação de 683 postos de trabalho, enquanto a Região Metropolita...
|
|
O que esperar da economia em 2012 Redação do DIARIODEPERNAMBUCO.COM.BR - 24/01/2012 Mesmo sem querer, todo mundo acaba fazendo uma lista de resoluções ou desejos para o ano que começa. A presidente Dilma deve ter a dela. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, também deve ter a dele. O mesmo vale para o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Claro que não são listas iguais. Mas alguns desejos devem ser bem parecidos. Que os países da Zona do Euro tomem jeito e resolvam a crise que assustou meio mundo em 2011. Que a economia dos Estados Unidos se recupere de vez. Que os brasileiros consumam, mas não se endividem muito. E a nossa economia volte a crescer com gosto, sem o fantasma da inflação.
É muito desejo para acontecer. E não existe bola de cristal calibrada o suficiente para mostrar como vai ser o que começa agora. Mas que ninguém se engane: 2012 promete ser movimentado até dizer basta. O economista Marcelo Barros, professor da Faculdade Boa Viagem (FBV) e ex-secretário de Finanças do Recife, não tem dúvidas de que o maior problema da economia mundial (e brasileira) ainda é a crise que pegou de cheio os países da Zona do Euro. “Esta é diferente daquela de 2008, que começou no setor público. Os governos entraram para sanar os rombos. Agora, o problema é com as contas públicas. É mais difícil”, lembra.
Não adianta esconder que a crise europeia atingiu o Brasil em 2011. Mas a expectativa é de um 2012 um pouco melhor. Mesmo que não fique no centro da meta estabelecida pelo governo (4,5%), a inflação ficará – em tese – sobre controle. Há outras mudanças. A taxa básica de juros (Selic) está descendo a ladeira depois de atingir 12,50% ao ano em agosto. Hoje está em 11%. “Deve chegar a 9,5% em março, abril”, prevê o economista Alexandre Rands, da Datamétrica Consultoria. Mesmo que a redução da Selic demore a chegar na ponta (em nós), a tendência é a de que os bancos passem a emprestar mais para as pessoas e as empresas.
A “deterioração do cenário internacional”, como destacou o Banco Central em seu relatório de inflação, fez a instituição prever um crescimento da economia em 2012 de 3,5%. É melhor que os 3% previstos para 2011, mas não agradou muito Guido Mantega. Com um discurso no melhor estilo Poliana, o ministro da Fazenda rebateu as previsões da turma de Alexandre Tombini. Jurou de pés juntos que a bola de cristal do Ministério previu um crescimento entre 4% e 5% neste ano. Na opinião dos economistas e do mercado, talvez seja o caso de Mantega mandar a bola de cristal para o conserto.
“Em 2012 o crescimento deve ficar mesmo em 3,5%. Vai ser um ano melhor para o Brasil. Vai crescer um pouco mais, especialmente no segundo semestre”, acredita Alexandre Rands. Mas Guido Mantega não precisa ficar chateado. Muito desta possível melhora na economia brasileira tem a ver com as medidas que o governo começou a tomar nos últimos meses de 2011. Alcides Leite, professor de economia da Trevisan Escola de Negócios, diz que as medidas para estimular o crédito e aumentar o consumo da população – com redução de impostos – foram acertadas e vão compensar, em parte, o impacto da crise internacional.
“Ainda cabem outras medidas. Temos a sorte de ter muito o que fazer ainda. Nos Estados Unidos e na Europa, os juros já foram reduzidos a quase zero, o nível de endividamento das famílias está no limite”, compara Leite. Marcelo Barros destaca outras “redes de proteção”: a taxa de câmbio flutuante, as reservas cambais e a demanda reprimida do consumidor. “O governo começou a desoneração dos impostos com a linha branca. Dependendo da situação, pode estender para construção civil, o mercado de automóveis”. Não tem nada certo. O certo mesmo é que temos capacidade para tentar contornar os problemas. Ainda bem.
Dólar médio de R$ 1,80
Esqueça o dólar valendo menos de R$ 1,60. Melhor se acostumar com a moeda norte-americana na casa de R$ 1,80. Ela deve ficar por aí neste ano. Pode até ser um pouco mais ou um pouco menos. Como o câmbio é flutuante, o valor da moeda varia de acordo com a situação da economia. Funciona como uma blindagem contra os choques externos. Se a situação piorar muito (a Espanha quebrar, por exemplo), é possível que o real perca mais valor. Pode não agradar os viajantes, mas se pensarmos que o dólar já chegou a R$ 4 em 2002, estamos no lucro.
“Depois daquela confusão toda do meio do ano, o dólar meio que se estabilizou. A tendência é ficar no patamar atual”, diz o economista Marcelo Barros. Em 26 de julho, a moeda norte-americana fechou em R$ 1,534. O menor valor em 12 anos. Quem foi viajar, viajou feliz da vida. Os preços dos importados também baixaram. Com a mudança de humor, o dólar chegou perto dos R$ 2, agradando os exportadores, que perderam mercado. “A indústria quer um câmbio acima de R$ 2. Mas acho esse câmbio razoável”, comenta o economista Alexandre Rands.
Àqueles que pretendem viajar para o exterior em 2012, tanto Marcelo Barros quanto Alexandre Rands recomendam cautela. Os dólares devem ser comprados aos poucos. Em uma viagem para daqui a quatro meses, o turista pode comprar 25% da moeda estrangeira por mês. Desta forma, acaba diluindo o risco. Já o xodó dos brasileiros no exterior – o cartão de crédito – deve ser usado com mais cautela ainda. Não custa lembrar que a fatura só é fechada na volta. Vai que dá zebra e o dólar pega o elevador? Melhor não arriscar. (T.N.)
Desemprego está em queda
Será que alguém imaginava que 2011 iria acabar com o IBGE divulgando que a taxa de desemprego em novembro foi de apenas 5,2%, a menor desde o ínicio da série, em março de 2002? Na Região Metropolitana do Recife não foi diferente. A desocupação de 5,5% foi a menor dos últimos nove anos. Mesmo com uma metodologia diferente – e percentuais também – o Dieese confirmou a queda recorde (12,8% em novembro para a RMR). Será que esta realidade se segura em 2012? Possivelmente, sim. Especialmente em Pernambuco.
“Nossa expectativa é a de que o desemprego pode cair mais em dezembro e começar janeiro em baixa também”, afirma Jairo Santiago, coordenador regional da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), do Dieese. O setor de serviços – que inclui a hotelaria – deve ser um dos mais beneficiados. Ele também aposta em um bom ano para a construção civil, tanto no segmento de edificação quanto no de reforma. “Cinco anos atrás, divulgávamos um contigente de 45 mil empregados na construção. Hoje são mais de 100 mil. Só na RMR”, diz Santiago.
Outra boa notícia para o trabalhador local é a recuperação da renda. Nos dois últimos meses, a renda média do trabalhador do Recife ultrapassou a de Salvador. Podemos estar longe ainda de receber como o pessoal do Distrito Federal, São Paulo ou Porto Alegre. Mas fomos os únicos a ter aumento do rendimento real nos últimos 12 meses (2,5%). Embora não aposte em um desempenho nacional tão bom quanto o do estado, o coordenador regional da PED destaca que alguns fatores devem beneficiar a geração de empregos no país.
É ano de eleições municipais. Os investimentos para a Copa do Mundo vão aumentar. O salário mínimo começa o ano bombado, valendo R$ 622, o maior valor real dos últimos 30 anos, segundo estudo do próprio Dieese. O reajuste injetará R$ 47 bilhões na economia do país. “A valorização do mínimo aumenta o consumo das famílias. Isso acaba refletindo no emprego”, comenta Jairo Santiago. Em outras coisas também. Com o aumento do consumo das pessoas, a arrecadação de impostos pelo governo federal deve crescer quase R$ 23 bilhões em 2012. (T.N.)
Pernambuco na frente
Não é bairrismo. Tampouco um exemplo da megalomania pernambucana. É só uma constatação. Em 2012, a economia do estado vai, mais uma vez, crescer mais que a nordestina e a brasileira. Nas previsões da consultoria Datamétrica, a economia do Nordeste crescerá 4,1% neste ano. A de Pernambuco deve subir 5,9%. Um ritmo de fazer inveja. Nossos vizinhos poderosos – Bahia e Ceará – devem crescer neste ano 4,05% e 4,1%, respectivamente.
O desempenho pernambucano será comandado pelos investimentos na indústria, a expansão dos serviços e da construção civil. “Pernambuco continuará crescendo muito. Os investimentos públicos na infraestrutura e para a Copa do Mundo devem se acelerar. Nós na cidade vamos sentir um pouco o impacto. Vai tumultuar a nossa vida. Mas isso dá a dimensão do crescimento”, destaca o economista Alexandre Rands.
Para Rands, o longo período de estagnação econômica do estado foi superado de vez. Segundo ele, os investimentos públicos e privados que estão sendo realizados em Pernambuco devem gerar, nos próximos dez anos, um crescimento médio da economia do estado de 2,14% acima do crescimento do país. O desempenho acima da média também pode ser confirmado pelo aumento gigante das importações de bens de capital – aqueles que são usados na produção de outros bens.
Máquinas, equipamentos e ferramentas são exemplos de bens de capital. Os números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontam que, entre janeiro e outubro de 2011, as importações brasileiras desses bens cresceram 16,86%. As do Nordeste subiram 17,62%. E as de Pernambuco saltaram 86,89%. Segundo a Datamétrica, a participação das importações do estado nas importações de bens de capital de todo o Nordeste foi de quase 30%.
“O estado tem vários investimentos grandes, especialmente estatais. Um eventual (maior) impacto da crise internacional pode até dilatar cronogramas das empresas estrangeiras. Mas ninguém pode acreditar, por exemplo, que a Refinaria Abreu e Lima vai parar”, diz o economista Marcelo Barros. Não custa lembrar que o valor total da obra da refinaria é de R$ 26 bilhões. Este é apenas um dos investimentos em curso no estado.
Tem muito mais. De acordo com um levantamento feito pela Ceplan Consultoria Econômica e Planejamento, há um total de R$ 52,7 bilhões de investimentos públicos e privados em curso em Pernambuco. Tem mais coisa chegando. Quarta-feira passada, na última reunião de 2011, o Conselho Estadual de Política Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) confirmou a aprovação da implantação de 24 novas indústrias no estado.
Se o Brasil estivesse com o mesmo nível de investimento observado por aqui, a economia cresceria mais também. “Só teremos condições de reduzir mais a inflação e ampliar o crescimento com mais investimentos. Copa do Mundo e Olimpíadas ajudam, mas não bastam”, lembra o professor de economia Alcides Leite, da Trevisan Escola de Negócios. Para ele, o país precisa investir mais em energia, aeroportos, portos, estradas, ferrovias, saneamento, habitação, educação. (T.N.)
Outras Notícias
05/08/2025 - A Reforma Tributária: vai piorar antes de melhorar 03/04/2025 - Pernambuco recebe R$ 340 milhões em investimentos por... 24/03/2025 - Adepe encerra 2024 com balanço positivo e R$ 17,8... 20/12/2024 - Pernambuco fecha 2024 com cerca de R$ 1 bilhão de... 09/10/2024 - CLIMA FAVORÁVEL PARA PPPS DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA NO... 27/03/2024 - Governo de Pernambuco anuncia chegada de R$ 166,5... 20/12/2023 - Governo de Pernambuco realiza reunião do Condic e faz... 11/10/2023 - Pernambuco anuncia captação de R$ 422 milhões para... 03/10/2023 - Banco do Nordeste direciona R$ 2,47 bi em recursos... 02/08/2023 - Copom corta taxa básica de juros em 0,5 ponto... 11/07/2023 - IPCA cai 0,08% em junho e tem primeira deflação em 2023 27/06/2023 - Governo lança Plano Safra de R$ 364,22 bilhões para... 12/06/2023 - Banco do Nordeste investe R$ 14 milhões em projetos... 30/05/2023 - IGP-M registra queda de preços de 1,84% em maio 25/05/2023 - Mercadante anuncia R$ 20 bilhões em linha de crédito... 25/05/2023 - BB, BNDES e Caixa distribuirão os R$ 7,429 bilhões... 24/05/2023 - Lei que prorroga incentivos fiscais é fundamental para... 22/05/2023 - Em café da manhã com Paulo Câmara, Centro das... 16/05/2023 - Petrobras anuncia redução de 21,3% no gás de cozinha,... 12/05/2023 - IPCA sobe 0,61% em abril, puxado por medicamentos e... |
|